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Marcelo Dantas (comentários do júri #3)

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Studio 6

Dentro de um cenário catastrofista, imagina-se a criação de um sobre-mundo, pairando sobre as consequências da acção humana à escala global. Acaba por ser curiosa a inversão do conceito, e o modo como o mesmo poderia à partida imbuir-se de um espiríto verdadeiramente renovador. Isto sobretudo pela redefinição da relação da Cidade e da População com a água, elemento central da catástrofe vivida, mas também um potencial ponto de partida para um novo paradigma.

A resposta aparenta no entanto fugir da água. Vive-se em planos opostos, e sem verdadeiros níveis intermédios de relação e transição entre realidades distintas, mas que são ambas válidas e complementares.

A proposta de ligação entre colinas é recorrente na história da cidade, mas com pertinência acrescida dentro do cenário proposto. No entanto, opção de se definir esta nova malha a partir da estrutura da Cidade pré-terramoto, parece-me extremamente artificial, sobretudo porque a malha urbana pré-terramoto ligava primeiramente ambas as colinas à parte baixa da Cidade…Ao mesmo tempo, fica a noção de que seria mais interessante que, para o densificar das camadas históricas que se acumulam numa cidade com 2000 anos, se propusesse uma nova camada, a um novo nível, que numa relação estreita com as anteriores se assumisse numa lógica incremental e não apenas repetitiva ou mimética.

A apresentação está bem conseguida, sobretudo ao nível da introdução do tema, onde se enquadrou simbólicamente a relação aparentemente caótica e desconexa de todas as nossas acções presentes com o nosso futuro próximos e distante.

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May 2, 2011 at 2:00 pm

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Nuno Tavares da Costa (comentários do júri #2)

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A analise do tema é aparentemente conduzida pela hipótese de se verificar um acontecimento catastrófico global, com repercursões na cidade Lisboa e, mais concretamente na Baixa Pombalina.

Foi definida uma estratégia que pretende construir uma resposta plausível a esse acontecimento através da configuração de estruturas modulares que exploram as diferentes escalas do habitar e pretendem resgatar a cidade ao dilúvio.

A investigação efectuada foi criteriosa e comunicada de forma clara e detalhada, em linha com o tom negro com que o grupo observa o futuro próximo.

Parece mal resolvido ainda assim o princípio de abordagem ao trabalho (tendo-se detectado inclusive alguma contradição dentro do grupo), uma vez que, tratando-se de uma catástrofe que se vai agravando no tempo, seria eventualmente possível à sociedade encontrar outras respostas mais estruturadas e integradas com a cidade existente.

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April 21, 2011 at 3:28 pm

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Tiago Mota Saraiva (comentários do júri #1)

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Questionemos a premissa do Rio que inunda de uma forma progressiva. Não conheço exemplos de desastres naturais progressivos. Aliás, desastres progressivos é uma infeliz criação do Homem, por exemplo, com algumas das suas intervenções no território. Ao invés, o Homem, tem vindo a conseguir, ao longo dos tempos, controlar quase todos os processos de destruição natural progressiva – veja-se Veneza, para não sairmos de exemplos que baralhem cidade e água.

O acidente e o desastre de que Virilio fala são momentos arrasadores, mas temporalmente circunscritos.

Neste sentido tenho sempre tido algumas dúvidas quanto ao papel transformador do tecido urbano que um acidente/desastre pode provocar. Pensando no caso do Terramoto de 1755, é bom que se perceba que o novo tecido foi maioritariamente produzido após uma geração, ou seja, por gente que receava o desastre, não por o ter vivido, mas por dele lhe ter chegado uma memória. Perante o desastre a primeira reacção de todo e qualquer ser humano é a de refazer o abrigo de uma forma primária e intuitiva, e não de uma forma intelectualizada. A principal resposta dos sobreviventes do terramoto de 1755, não foi pensarem num novo urbanismo iluminista, mas irem habitar para os pontos menos afectados pelo desastre.

Este projecto parece-me muito interessante pois retira-nos o chão. Fico, no entanto, com dúvidas sobre como construir o céu.

Written by studiopostindustrial

April 21, 2011 at 3:17 pm

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Written by kirilldelancastre

April 11, 2011 at 12:14 am

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Matta Clark

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Written by kirilldelancastre

April 11, 2011 at 12:12 am

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Written by studiopostindustrial

April 11, 2011 at 12:10 am

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Written by studiopostindustrial

April 11, 2011 at 12:06 am

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Constant

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Written by studiopostindustrial

April 11, 2011 at 12:06 am

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Written by studiopostindustrial

April 10, 2011 at 11:58 pm

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Written by studiopostindustrial

April 10, 2011 at 11:57 pm

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